quarta-feira, 25 de abril de 2007

Da pesada

Desde que cheguei à Alemanha venho tentando encontrar a minha turma. Acho que agora posso dizer que encontrei a minha tribo. E isso graças aos espanhóis, acredita?

Pergunto isso porque eu mesma não pensava que seria assim.

Na verdade, devo confessar que saí do Brasil meio farta de algumas coisas que achei que faziam parte do JLS, Jeito Latino de Ser, e continuo pensando isso! Então, corri deles - do povo latino.

Até agora, não visitei nenhum país latino. Nem Roma tinha sido inspiração para mim, tamanha minha impaciência. Admito que este probelma já foi superado e agora estamos planejando a visita ao Vaticano.

Mas, sabe de que estava fugindo? Entre outras coisas, de mim mesma. Então foi bacana porque agora, depois de nove meses de Europa, posso dizer que encontrei um meio-termo para milhares de coisas que me incomodavam profundamente, que estão ligadas ao relacionamento humano, mas enraizadas em minha forma de agir.

Complexo isso. E fantástico trocar o investimento em análise por litros de Kölsch. Porque haja cerveja para tanta teoria de buteco!

Enfim, então agora estou super feliz com meus amigos latinos: espanhóis, italianos (lindos!), e franceses. De quebra, tolero os alemães. É mole?

Foi com o povo do sangue quente que descobri as discos mais show da cidade. Acreditem, aqui também tem uma A Obra, de nome Werkstatt (Oficina). Dois andares, música boa, galera style e temperatura tipo sauna. Não preciso nem dizer que o eletrônico é o som que comanda as pistas até de manhã, né?

Jô, Renatinho, Babão, Pedrosa, Miclos... saudade!

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