terça-feira, 27 de março de 2007

Antigo olhar novo

Esta semana voltei a ser turista na Alemanha.
Caiu a ficha de que em dois meses estarei voando para casa e no segundo semestre não virei para Colônia.

O efeito foi imediato. Voltei a ser turista, a passear pelas ruas da cidade admirando sua arquitetura, sua atmosfera, sua vida. Colônia pulsa! Num ritmo apaixonante.

A catedral de Colônia não cabe na foto, mas mesmo assim todo mundo que vem aqui fica se contorcendo diante dela, tentando enquadrar...











Desde domingo, o sol voltou a brilhar forte e a temperatura subiu. Estamos com uma média de 15 graus. Um tempo lindo. Uma amiga diz que é clima de janela, porque parece verão mas ainda está bem frio. No fim da tarde, todos vão para os ambientes abertos tirar o mofo. O destino preferido é qualquer lugar às margens do Reno, mas bares e praças estao igualmente lotados até o último raio de luz de cada dia.

E eu agora ando, mais do que nunca, com minha camera em punho. Não posso perder sequer um momento destes novos dias em que o rei dos astros comanda a rotina de minha querida Colônia.

segunda-feira, 26 de março de 2007

Pensando positivo

Há quem diga que um posicionamento positivo perante a vida faz toda a diferença. Concordo! E procuro buscar inspiração na história de quem alcançou.
Hoje deixo aqui algumas palavras emprestadas de ânimo:

"Se você pensa que pode ou se você pensa que não pode - você provavelmente está certo" - Henry Ford.

"Man sieht nur mit dem Herzen gut. Das Wesentliche ist für die Augen unsichtbar" - Antoine de Saint-Exupéry em "Le Petit Prince".
"Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos" - Antoine de Saint-Exupéry em "O Pequeno Príncipe".

segunda-feira, 19 de março de 2007

Ensaio sobre banheiros

Banheiros são sagrados, concorda? Eles demoraram milhares de anos para se transformarem ao ponto de atingir a sofisticação a que temos acesso atualmente, é bem verdade. Mas mesmo para quem nasceu no século passado parece difícil imaginar que a privacidade de um banho relaxante ou mesmo "daqueles" momentos, um dia, num passado distante, não era sequer cogitada.

Vamos aos fatos, uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, no final de 2006, ouviu 718 moradores donos de imóveis em São Paulo e Rio de Janeiro, nas classes de renda A e B. Sobre os banheiros, o estudo revelou que estão presentes da seguinte forma nas residências do público supracitado: 31% dos imóveis têm um banheiro, 45%: dois, 17%:três e 7%: mais de três.

Sou o tipo de pessoa que ficaria imensamente feliz com uma casa com vários banheiros. E você?

No final do ano passado, caí no golpe de uma empresa áerea barateira da Europa e demorei cerca de oito horas da minha casa à de uma amiga em Londres. Poderia ter gastado a metade do tempo. Enfim, cheguei exausta. Fui recebida com uma taça de vinho branco gelado, um banho de banheira à luz de velas e impagáveis momentos de tranquilidade. Não é preciso acrescentar que serei eternamente grata por tamanha gentileza.

Na minha opinião, um bom banho cura o sono e o mau humor, ajuda a mandar a tristeza embora - especialmente se for combinado a uma sessão de lágrimas. Um banho pode ser extremamente excitante, ou simplesmente relaxante. Um banho limpa, perfuma, renova, alegra!

Banheiro é também ambiente para... a satisfação de necessidades biológicas básicas. E quando digo básicas, quero expressar o sentimento de que uma prisão de ventre é raiz para o maior entre os mau humores. Você já teve intestino preguiçoso, preso, inútil? Tem gente, como é o meu caso, que tem 'intestino sensível'. Você está lá no banheiro, concentrada, e alguém bate na porta. Acabou o diálogo. Agora só amanhã. Não pega no tranco. Pode esquecer. Cara, isso me tira a inspiração. Fica difícil retomar o dia.

Tem gente que gosta de ler quando está no banheiro. Não entendo isso. A pessoa pega uma revista, senta no trono e esquece da vida! Se você se inclui no grupo, favor explicar o que se passa.

Mas, independente do gosto do cliente, fazer o que seja num banheiro bonito não tem preco! Ou tem? Ao contrário disso, aqui na Alemanha estou aprendendo - porque acredito que tudo nessa vida pode ser uma questão de aprendizado - a usar toilettes e banheiros. O banheiro, só para tomar banho. E a toilette, só para 'aquilo'. Não bastasse o prelúdio da atividade a ser exercida no momento em que você entra numa toilette, numa casa onde moram mais pessoas, dá uma olhada na foto e me diz se há 'intestino sensível' que funcione numa caixinha de fósforos dessas?




Felizmente, no momento moro numa casa onde o banheiro é todo branquinho, limpinho e cheirosinho. Confesso que minha vida mudou radicalmente, porque agora posso coçar as costas 'naquela hora', se der vontade. Mas um problema que ainda não consegui resolver é o do design dos vasos sanitários. Depois vou incluir aqui uma foto de um modelito muito comum na Alemanha e que rende um prêmio ao designer, aguardem.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Capital Gay

Colônia é considerada a capital gay da Alemanha. Tanto que nos guias, o mundo gay aparece como um destaque, uma característica da cidade. Aqui, eles estão por todos os lugares, tomaram conta meeeeesmo!

Não posso dizer que a Europa não é preconceituosa com os homosexuais, porque não é bem assim. Mas aqui esse problema, o preconceito, é menor. Tanto, que muitos gays se mudam para cá em busca da liberdade de serem quem são - palavras de um deles.

Em Colônia, o que muda em relação ao resto do mundo é o volume - aqui eles estão em grande número. Daí, tudo o que um gay sonha está disponível nesta cidade. Dia desses entrei numa loja que tinha cada coisa ma-ra-vi-lho-sa - entre vestidos, botas e acessórios. É um estabelecimento direcionado ao público gay, mas que acaba por oferecer muito também às mulheres. Elke Maravilha iria pirar o cabeção. Porque vamos combinar, as bichas têm, em geral, um super bom gosto.

As festas do segmento também são constantes. Diria até que uma verdadeira atração turística. Eu, por exemplo, nunca tinha ido, em sã consciência, a uma balada gay até o último carnaval. Um amigo me convidou e aceitei o "desafio".

Uma coisa de louco! Os caras mais bonitos e bombados da cidade estavam lá. Isso foi terrível constatar, mas é a mais pura verdade. Só tinha gay homem nesse lugar, devia ter umas 10 mulheres no máximo. Um detalhe curioso é o banheiro. A fila da portinha Damen (senhoras), estava lotada de barbados. Foi estranho dividir aquele espaço com eles. Por um momento pensei ser a Penélope num filme do Almodòvar!

terça-feira, 13 de março de 2007

Colhendo Frutos


Entrada principal da Deutsche Welle, em Bonn, na Alemanha, onde trabalho.




Chegou a época da colheita, definitivamente.
Hoje é um dia daqueles que a gente não pode deixar passar em branco de jeito nenhum!

Porque hoje fiz uma matéria de duas toneladas. A peça mais importante de minha carreira até o momento. Não pela energia ou fosfato consumidos em sua produção, já que o trabalho foi feito com material do banco de dados da Deutsche Welle. Mas, pela importância do cenário político que a envolve e dos atores que a protagonizam.

Fica a sugestão de dividirem comigo esta alegria, acessando o link ao fim deste texto. Lá, você poderá acompanhar um balanço da visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, à América Latina e entender como ele enfrentou o maior desafio que o aguardava: a oposição do líder venezuelano, Hugo Chávez.


Estúdio onde faço as emissões ao vivo. Tecnologia de ponta e de primeira qualidade.




O trabalho já consumiu muito das minhas energias. Quem participou o mínimo da minha vida sabe, é uma das atividades a que mais me dedico e pela qual tenho verdadeira paixão.

De modo que os frutos de 13 anos devotados à Comunicação Social, dos quais oito ao jornalismo, estão amadurecendo. O sentimento é de que todos os domingos, feriados e madrugadas dedicados à profissão valeram à pena sim!

Só para se ter uma idéia do tamanho da empresa, são nove prédios como este.





Esta vitória dedico a meus pais queridos, Carmen Lúcia e Francisco.
Mantra do dia: O futuro é agora!

Link relacionado:
Na página da Deutsche Welle acesse o jornal da noite de 13.03 em http://www.dw-world.de/dw/0,2142,9585,00.html. A matéria começa aos 19 minutos do jornal.

domingo, 11 de março de 2007

À família do anjinho brasileiro, João Hélio Fernandes

Quando acordou, estava num túnel colorido e iluminado.
Ouvia uma música alegre que o atraiu para o outro lado.

Saiu do túnel e se deparou com um imenso campo florido onde havia um parque de diversões.
Ao redor, a fabulosa fábrica de chocolate exalava seu perfume favorito e uma cidade encantada toda construída com paredes de balas coloridas estendia-se até o horizonte.

Logo tinha nas mãos um delicioso algodão doce azul e um chumaco de balões de formatos e cores diferentes.
Outras Crianças também brincavam e ouvia-se o barulho de sua alegria.
Peter Pan e Sininho, Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve e os Sete Anões, Super-Homem, as Garotas Super Poderosas, Batman e Robin também estavam lá.

Mas foi o Homem-Aranha quem lhe tomou pela cintura e trouxe para dentro da brincadeira.
De mãos dadas, eles cantaram e se divertiram juntos correndo em roda, pique-esconde e jogando baralho.

Entre um sorvete e uma pipoca, uma linda garota de olhos cintilantes lhe presenteou com uma maça-do-amor.

Seu coração estava cheio de amor!
Asssim, Joao Hélio Fernandes, o anjinho brasileiro, foi recebido em sua nova morada. E de hoje em diante, cada dia tera o doce sabor de um conto de fadas.

Cris Vieira, Colônia, Alemanha.

terça-feira, 6 de março de 2007

Um jogador de futebol em minha vida

Estádio de Futebol em Leverkussen, na Alemanha, onde treinam os jogadores do Bayer




Dia desses conheci um quarentão super gato num pub de Colônia. Uns olhos azuis e irresistíveis pés de galinha. Sorridente e bem-vestido, jogou charme e começou um diálogo.

A conversa se deu na única língua que a criatura entende e que me esforço em aprender: alemão. Importante ressaltar que é difícil encontrar uma pessoa que se disponha a compreender minha gramática caótica. Caipirinha vai, caipirinha vem, começou ali um romance.

Entre sentenças sem preposições e frases inteiras sem tradução, descobri que ele já está aposentado. Foi jogador de futebol do MSV Duisburg, um time da primeira divisão do futebol alemão.
Tirou do bolso uma espécie de figurinha oficial do time, em que ele aparece trajando o uniforme do clube, todo suado, em plena performance. Isso, há 13 anos. Uma cena!
Entre os amigos, outro ex-jogador que esteve no Brasil com a seleção da Áustria.
O fato é que, não sei se o nosso caso terminou por causa da dificuldade que tenho em me expressar e entender o alemão, ou se só começou por isso. Por fim, entendi o sentimento das marias-chuteiras: preguiça!
Até que me esforço, mas não tenho muita paciência para futebol

segunda-feira, 5 de março de 2007

Paixão pelas páginas

Livraria Mayersche no centro de Colônia, variedade de títulos e preços de dar água na boca





Certamente uma cena que ficará ainda por muito tempo gravada em minha memória é a do dia em que me deparei com um mendigo do Primeiro Mundo. Ele estava sentado, com seu cãozinho básico (aqui na Alemanha o governo dá um incentivo fianceiro para quem tem um cachorro), à sua frente o tradicional potinho de moedas à espera de doações.

Mas este pedinte me chamou a atenção por estar concentradíssimo na leitura de um livro. Quanto requinte! Arrependi de não ter fotografado. Mas acho que nao faltarão oportunidades.

O fato é que a leitura por aqui é mesmo um hábito muito difundido e popular. A ponto de ser assim, surpreendente. Em Bonn, por exemplo, há uma série de bibliotecas a céu aberto onde as pessoas podem trocar livros, sem burocracias ou atendentes. É uma forma simples de maximizar o aproveitamento de um exemplar, qualquer que seja o assunto.

No Brasil, um bom livro custa caro. Na Alemanha, é muito barato. Quando entro numa livraria aqui, preciso me controlar. Primeiro porque elas são gigantes, mesmo nas cidades menores como Bonn que tem cerca de 300 mil habitantes. Megastores com cinco andares inteiros sobre todos os assuntos. Da culinária moçambicana, passando palas belas artes até os tópicos mais inacreditáveis da auto-ajuda.


Espaço interno da Mayersche - muitos andares, vários assuntos






O triste é nao saber alemão a ponto de ler a biografia do Bill Clinton, que custa a bagatela de 7,95 euros! A vida de Nelson Mandela, em papel de alta qualidade e fotos coloridas, também é negociada a baixo custo, 4,95 euros. Eu, que adoro biografias, quase me mordo. Me coço inteira! Na verdade, tenho ímpetos de comprar - mesmo sabendo que sequer conseguirei transportar essas preciosidades para a terrinha, quiçá degustá-las!

Uma publicação que me deixou babando de curiosidade é uma espécie de Brigit Jones às avessas que vi com várias pessoas. É sobre homens de 30 que se sentem encalhados, mas parece que o texto é descontraído. Assim disse um alemão que conheci no avião. Vê se um dia eu iria imaginar uma coisa dessas? Queria muito poder ler essa pérola.

As livrarias vivem lotadas, mais parecem formigueiros. É uma luta para acessar as prateleiras, principalmente nos fins de semana. E eles saem das lojas com sacolas e mais sacolas, abarrotadas de cultura. Assim, aproveitam o tempo livre ou o tempo morto no metrô ou em alguma fila. Mas não é uma ou outra pessoa lendo no trem, é coisa de 80% dos passageiros. Lêem jornais, revistas, livros, folhetos!

No início, estranhei um pouco, agora já entrei no clima e não saio mais de casa sem colocar na bolsa minha merenda intelectual. Nessa onda, conheci a obra do fantástico Ernesto Sábato. O delicioso "Sobre heróis e tumbas", que foi considerado o melhor romance argentino do século XX, transformou minhas viagens Bonn-Colônia em história de amor e aula de espanhol. No momento, estou em pleno tour pela Alemanha, lendo um perfil com dados da economia e fatos históricos. Estou adorando também. Depois faço a resenha para vocês.

Links relacionados:
Matéria sobre os desabrigados na Alemanha que traduzi para a DW Online - http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,2199662,00.html;
Matéria que fiz para a DW Online sobre as bibliotecas abertas em Bonn - http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,2240337,00.html

sábado, 3 de março de 2007

Na vida, como nas estações

É curioso como a distância pode unir as pessoas. Estar longe de casa, ser peixe fora d'água, e saber que a presença do outro é temporária são fatores que, muitas vezes, intensificam as relações.

Pelas estações da vida, vamos colecionando amigos e amores...







Na Alemanha descobri a falta que faz um amigo de verdade - para as coisas mais simples, como uma cerveja no fim do dia ou uma balada básica. Porque aqui é cada um por si e ninguém por você. A maioria das pessoas não está aberta a novas amizades e aí a distância entra como um fator que favorece, porque quem está no mesmo barco acaba unindo forças. Assim entraram para o hall de meus amigos queridos várias pessoas, porém muitas estavam apenas de passagem e seguiram viagem no bonde da vida.

Tão longe, tão perto: a amiga Cleide Klock entrou na minha vida pela Alemanha e só irá sair se quiser


Nos últimos tempos encontrei criaturas fantásticas, que participaram do meu dia-a-dia intensamente por um tempo e depois ganharam mundo de novo. Vívian do Rio, Luiz Fernando de Pato Branco e Cleide de Floripa deixaram saudade e espaço para a pessoa que ainda virá, espero!

Foi a distância que impulsionou e fortaleceu essas amizades. Também a distância poderá enfraquecê-las. Não é curioso isso? Porém com um detalhe, não conseguirá apagar a importância que cada um teve na vida do outro. Porque quando alguém soma, não há como subtrair nessa conta. A matematica da vida é nesse sentido mais perfeita.

Por bem, a amizade supera distâncias e mesmo o tempo. Que o diga aqueles que deixei em casa, do outro lado do Atlântico. Gente não desiste de mim que em breve volto, viu?

quinta-feira, 1 de março de 2007

Carnaval, doce folia alemã

Apesar de ter criado este blog após a festa de Dionísio, não resisto a dividir com vocês as impressões do carnaval na Alemanha.

Como diz uma amiga, veja como a água da Alemanha fez bem aos meus cabelos. Ao fundo, a Dom - catedral gótica que é cartão postal de Colônia.

Na cidade de Colônia, onde moro, acontece a maior folia da terra de Goethe e uma das mais famosas e badaladas de toda a Europa. Em comum com a festa brasileira, só mesmo as datas - porém com hora marcada: começando às 11:11h da quinta e terminando oficialmente à meia-noite da terça-feira.

Foliões de vários países tomam as ruas da cidade, sempre fantasiados. Os trajes chamam a atenção pela criatividade. Encontra-se desde cartas de baralho, panos de chão, vacas e piratas, até mesmo um jogo inteiro de xadrez - no qual cada elemento do grupo representa uma peça. Dá para rir e chorar com a qualidade das produções. Por aqui, o que vale é entrar no espírito da diversão.

No carnaval, os alemães investem nas fantasias e capricham na descontração.

Na quinta-feira, as mulheres são as donas da folia. Podem fazer o que quiserem: beijar belos desconhecidos na boca, cortar-lhes as gravatas ou usar as roupas deles. Mas o ponto alto é sem dúvidas a segunda-feira, dia do desfile em Colônia - que este ano reuniu nada menos que três milhões de palhaços, pierrots, abelhas, diabos... Haja Kölsch (cerveja de Colônia) e wurst (salsicha) para encher o bucho de tanta gente!

Não tem samba e nem mulher pelada na avenida. Os europeus são muito comportados, já te contaram né?

Um detalhe saboroso é que dos carros alegóricos são arremessadas barras de chocolates, balas e outras delícias. Algumas tão grandes que, acertando a cabeça de algum distraído, poderiam levar-lhe à inconsciência. Lá embaixo, os prevenidos recolhem os brindes e os armazenam em sacolas. Doçuras para mais de uma semana de degustação.

Haja felicidade no coração para fazer carnaval com temperaturas que, em 2007, chegaram a quatro graus Celsius durante o dia! Este há de ser o motivo que leva a multidão das ruas diretamente para as Kneipes (pubs), mesmo antes do cair da noite. As músicas que embalam o carnaval alemão são clássicos como Viva Colônia e também as canções que ocupam o top nacional. Este ano, o hino da Alemanha na Copa do Mundo, claro, esteve entre as mais tocadas e mais dançadas.

Uma tradição surpreendente para o olhar brasileiro, marcada pela brincadeira, pelo bom-humor e pela alegria, o ti-ti-ti de Colônia entrou para a lista dos meus momentos inesquecíveis na Europa.