Então, vim no trem me despedindo do itinerário. Comprei a última coca, o último McDonalds. Na minha cabeça passa um filme. Cheguei aqui tão tímida, tão pequenina perto do monstro que é esta empresa.
Nunca vou me esquecer do corpo todo arrepiado quando parei diante da Deutsche Welle pela primeira vez. Pensei, putz, como foi que consegui esse trabalho?
Era um estágio, que virou emprego, que abriu portas, que ficará na lembrança, que poderá ser retomado, quem sabe?
Aqui aprendi sobre tecnologia, relacionamento interpessoal com comunicação com alto nível de ruído, tradução, alemão, jornalismo, guerra, conflito, paixão, trabalho, muito trabalho. Noites em claro, dias a fio. E hoje cheguei na ponta de um fio querido, branco, iluminado.
Pessoas, muitas pessoas marcaram esta fase da minha vida. Uma lição para repassar aos filhos: o racismo é uma merda! A xenofobia, uma grande bobagem.
Bem, a missão foi cumprida a contento da minha parte. Para o futuro, fica o coração aberto e vão comigo as experiências maravilhosas de fazer rádio a cores!
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