Dizem que o Brasil é o país da desigualdade social. Sempre concordei com isso, até porque o contraste é visível. Mas Luanda consegue ser ainda mais desigual e assustadora neste quesito. Digo Luanda, porque ainda não vi outras cidades angolanas.
A capital assusta quem chega. Mesmo nos bairros mais nobres, muito lixo nas ruas. A coleta de lixo faz parte da história recente da cidade, começou há apenas dois anos. Poucas ruas são asfaltadas, apenas as vias principais. A maioria é de terra, com buracos e nenhuma estrutura. A cidade não tem sistema de saneamento. As obras estão sendo feitas agora, pode-se vê-las nas ruas, e a começar pela parte mais rica da cidade – e não se pode afirmar que chegarão à periferia.
O mal cheiro é forte. Não para os que transitam em carros de luxo com ar condicionado. Mas uma caminhada pode dar a impressão de um passeio pelo lixão. E os preços são assustadores. Mais de dez dólares por um simples almoço a quilo. Aluguéis astronômicos, dizem as más línguas, e por aí vai...
Um saída do centro da cidade e a sensação é de estar no interiorzão do Brasil. Na foto você vê as lojas nessas regiões um pouco mais afastadas, mas ainda em Luanda.
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