Afinal, de amarga basta a vida, né gente?
O trabalho de um jornalista é, entre outras coisas, propor reflexões diárias a cerca das notícias. Ao informar ou repercutir sobre um acontecimento, buscamos mostrar as verdades encravadas em cada realidade. E sempre são tantas versões para fatos aparentemente simples. De tanto perseguir a variedade de pontos de vista, acho que me tornei mesmo uma pessoa de cérebro constantemente ruminante. De tudo o que vejo, brota todo um processo de compreensão deste louco mundo.
Exemplo: fiz, há alguns dias, uma maravilhosa viagem a Budapesnte, na Hungria. Foi um final de semana cultural, de curtição no universo paralelo que constitui a língua e o modo de vida húngaros. Na volta, no aeroporto, havia um grupo de soldados norte-americanos. Não sou muito boa em números, mas creio que eram cerca de 200 homens. Visto que estou sempre noticiando a situação da Guerra no Iraque e as diárias matanças em Bagdá, não resisti e logo tratei de descobrir de onde vinham e para onde iam. Ao confirmar a já aguardada resposta "We are going to Iraq" desencadeou-se um burbulhar de questionamentos em minha humilde existência. Mas quem são estes homens, dos quais muitos ainda meninos? Será que voltam de lá? O que levam consigo? O que deixam para trás?
Apesar da situação 'a caminho da guerra', eles não traziam um semblante triste ou pesado. Pelo contrário, a resposta me fora dada com uma generosa dose de orgulho da 'missão Iraque'. Ao meu redor, os transeuntes do aeroporto de Budapeste não pareciam comovidos ou meditabundos. Parecia um dia normal, normal demais!
Foram cerca de 40 minutos observando tropa e passantes para, enfim, acalmar os neurônios com um consenso pessoal. Não posso ser a louca desta história. Ou pode a guerra ser encarada com tanta naturalidade? Será que entendi direito? Estaria o mundo perdido? O que devemos fazer, aceitar a situação? Creio que manter a capacidade de se indignar, embora não seja suficiente, ainda é a melhor opção. Pelo menos para mim.
Ao criar este blog faço um convite a você: dividir pensamentos. Muitas vezes sobre a dureza do planeta que criamos ou herdamos. Mas também, e porque não, sobre o que de pink se passar por aí. Hoje, a vida cor-de-rosa fica só nos caracteres. Embarque comigo nesta viagem easy rider e vamos torcer para que amanhã a diversão possa ser o 'tema do dia'.
6 comentários:
Oi Cris! Gostei muito das fotos e dos textos.Atualize sempre,pois virei bisbilhotar por aqui de vez em quando.Beijos
Maalali
Oi amiga. Muito bacana o conceito do seu blog, as imagens, o texto. Estou muito orgulhosa de você. Grande bjo.
Cris!!! Minha querida nova amiga!!!
Foi demais ir contigo pra essa viagem em Buda e Peste!!!
As exclamações que tivemos jamais esquecerei...A primeira impressão da cidade, aquele prédio maravilhoso que nos deixou de boca aberta. E a última impressão da cidade também será inesquecível, enquanto nós voltávamos pra casa, os soldados iam...pra onde? Realmente refletimos, éramos as únicas a nos questionarmos naquele aeroporto...incrível!
Bom, foram dois meses na Alemanha, um mês e meio que batemos pernas e rimos muito por aqui!!! Adorei te conhecer, amiga!!!Espero podermos fazer mais viagens juntas por essa vida. Obrigada por tudo também!!! Te levo no meu coração e te espero em Florianópolis!!!
beijos Cleide
Cris,
Amei seu Blog.... como vc escreve bem, heim fofa!
Assim que tiver a escala de trabalho me manda pra gente combinar de encontrar....
Mil beijos, Pat
Ei, Cris!
Não sabia que você agora está na Alemanha! Que legal! Foi de vez como a Silvia ou tem data p/ voltar ao solo tupiniquim?
Boa sorte!
Beijo p/ vc e Silvia,
Claudio Botelho
olá Cris! Maalali é uma grande amiga de muitos anos...ela me passou o seu blog....mundo pequeno hein! literalmente....que bom te reecontrar! Fica em paz...bj grd, Leandro COuri
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